Artigo

Cringe é cometer esses 5 erros na sua estratégia de marketing digital

Por: Bianca Borges
COMPARTILHE

Na última semana, a palavra cringe – uma gíria da língua inglesa que faz referência às situações desconfortáveis e embaraçosas, tomou conta das redes sociais brasileiras, sendo usada pela geração Z para caracterizar atitudes dos Millennials que eles consideram “cafonas” ou “fora de moda”. Diferenças entre gerações à parte, vergonhoso mesmo é cometer alguns erros na sua estratégia de marketing digital e, por causa deles, prejudicar os resultados da sua marca. Veja a seguir que falhas são essas e como evitá-las.

1 – Não incluir boas práticas de UX no seu planejamento de SEO

Proporcionar uma boa experiência ao usuário é uma meta que está cada vez mais presente na disciplina de SEO, não é à toa que o Google, o buscador mais utilizado na maior parte do mundo, estipulou um conjunto de métricas que tem como intuito monitorar a user experience nas páginas da web, ao qual deu o nome de Core Web Vitals. Entre os indicadores principais estão:

  • LCP (Largest Contentful Paint): avalia a velocidade de carregamento de um site, baseado na renderização do maior elemento da página;
  • FID (First Imput Delay): mede a interatividade, considerando o tempo de resposta que a página demora para dar ao usuário que faz uma ação no ambiente digital;
  • CLS (Cumulative Layout Shift): analisa a estabilidade visual das páginas, a partir de variações inesperadas no layout.

Com esse conjunto de métricas do Google em ação, não conectar a experiência do usuário com a sua estratégia de SEO será cada vez mais “cringe” de agora em diante. Para passar longe desse mico, que tal começar entendendo mais sobre os indicadores do Core Web Vitals e como aplicá-los na sua página? Confira algumas dicas AQUI.

2 – Acreditar que é omnichannel, só porque está presente em todos os canais

Ser omnichannel não significa ter perfis em todas as redes sociais ou apenas atender o cliente por diferentes canais. Para colocar esse conceito em prática é necessário oferecer uma experiência personalizada e fluida em qualquer ponto de contato do consumidor com a sua marca e dar opções de escolha para que ele siga a jornada pelo canal que preferir.

Uma experiência omnichannel, de verdade, não tem lacunas de informação. Por exemplo, se o consumidor falar com a sua empresa pelo chat e depois preferir resolver o problema ou tirar uma dúvida pelo call center, os dados da interação anterior devem ser mostrados para o atendente da operação, evitando que o cliente repita toda a história novamente.

Além disso, outra coisa é essencial na omnicanalidade é a integração dos dados para automatizar processos e ter uma visão 360° sobre a trajetória do consumidor.

3 – Pensar na aquisição de clientes, sem se importar com a fidelização e a retenção

Mirar apenas a venda sem se preocupar com a sequência desse processo é uma atitude cringe também. As marcas precisam ir além da venda e buscar construir um relacionamento forte com o consumidor. Afinal, você não quer fazer um investimento para ter um lead que compre uma única vez, ou que se tiver algum problema com seu produto ou serviço, pense logo em cancelar e migrar para a concorrência. Por isso, quando falamos em conquistar novos clientes é importante ter em mente outros dois processos: o de fidelização e o de retenção.

Aquisição, fidelização e retenção, um método se conecta ao outro. Quer um exemplo? A qualidade do processo de vendas influencia e muito no sucesso da retenção de clientes. Se você deixar de mostrar algum detalhe, como um desconto que só é dado à vista ou um aumento no preço de um serviço depois do primeiro mês de uso, essa informação faltante, com certeza, vai gerar um atrito, causando descontentamento. Dessa forma, vai ser mais difícil de fidelizar ou reter o consumidor.

Além de ser transparente na etapa de aquisição, é importante entregar valor e fazer a gestão do relacionamento com o consumidor durante toda a sua jornada, e isso inclui o pós-venda.

4 – Projetar experiências e não levar o contexto em consideração

Faça o que eu digo não faça o que eu faço. Em muitas situações as pessoas falam uma coisa, mas quando chega a hora de agir, acabam fazendo outra, isso porque diversos fatores, sejam eles psicológicos, culturais, demográficos etc., influenciam muito as ações do consumidor. Por essa razão, não dá apenas para realizar pesquisas com o cliente e considerar todas as respostas como verdades absolutas, sem analisar o contexto que ele está inserido. É cringe não levar o contexto em consideração.

Um case de uma empresa americana, apresentado no TEDx de Berlim, retrata bem a necessidade de olhar além do que é dito e observar com mais profundidade o contexto. A situação era a seguinte: a companhia queria tornar o hábito dos funcionários mais saudáveis e teve a ideia de disponibilizar maçãs gratuitamente. Uma pesquisa foi feita para entender a opinião dos colaboradores a respeito e, a grande maioria aprovou. Porém, quando as maças foram colocadas no refeitório ninguém as pegou.

Para entender porque a ação não estava saindo como o planejado, a empresa decidiu observar seus colaboradores durante a hora de almoço e percebeu que as frutas estavam competindo com as batatas fritas e outros itens menos saudáveis da lanchonete. Esse insight só foi percebido porque o contexto foi analisado.

Muitas vezes, as pessoas falam o que é socialmente aceitável ou “politicamente correto”, mas o ambiente contribui para que elas ajam de maneira diferente. Então, sempre que for realizar uma pesquisa para entender como melhorar a experiência do usuário, não se esqueça de avaliar o contexto, junto com os outros dados.

5 – Achar que a sua persona é imutável

Apear de parecer mais básico, esse erro pode causar prejuízos tanto quanto os demais citados aqui. Bom, você já sabe que para uma estratégia de marketing digital funcionar é essencial ter uma persona bem definida, mas o que muitas marcas esquecem é que o perfil do público-alvo, bem como comportamento e desejos, mudam de tempos em tempos.

Por tanto, não adianta fazer todo o processo de definição de persona (analisar a fundo o público-alvo, observar suas ações, o contexto que envolve essa audiência etc) e achar que essa análise não precisará ser repetida em algum momento. Os dados e o comportamento do consumidor, que constituem os perfis das personas, devem ser acompanhados continuamente. Além disso, uma empresa que faz atualizações nos perfis das suas personas consegue adaptar com mais eficiência seus produtos e serviços e continuar sendo relevante para os seus clientes.

Agora que você já sabe que erros precisa evitar pra não ser cringe no marketing digital, não espere mais tempo pra otimizar a sua estratégia e começar a aumentar suas vendas. Quer mais insights como esse? Fale com a nossa equipe.

(*) Bianca Borges é Analista de Comunicação Sênior da ZOLY. Jornalista com MBA em Marketing pela FGV, enxerga o digital como um espaço repleto de oportunidades para as marcas e um meio de conexão e aprendizados para a sociedade.
    • Receba nosso conteúdo em primeira mão.