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7 desafios do mercado digital para 2021

Por: Bianca Borges, janeiro 13, 2021

O mercado digital ganhou muitos adeptos em 2020, tanto clientes que precisaram se adaptar para fazer suas compras online, como empresas que tiveram que correr contra o tempo para promover a sua transformação digital.

Algumas mudanças que o ano passado nos trouxe são passageiras, mas é inegável que muitas delas vieram para ficar. A importância do digital, o desenvolvimento do e-commerce e um comportamento do consumidor ainda mais híbrido, transitando entre o online e off-line com uma maior naturalidade são algumas delas. Mas, diante de todos os “novos normais” que vivemos, o que 2021 reserva para os negócios digitais?

Te respondemos agora!

1 – Social Commerce: a próxima etapa do varejo omnichannel

As definições das redes sociais foram atualizadas! Com usuários cada vez mais presentes e engajados, as plataformas de social media têm aprimorado seus recursos constantemente, um deles é a funcionalidade de vendas através desses canais.

Em 2020, empresas já utilizaram o Social Commerce, mas tudo indica que essa função será ainda mais explorada em 2021. Além do Facebook e do Instagram, de acordo com a última pesquisa State of Social Media, o Tik Tok também está com um forte investimento em recursos nativos de e-commerce.

Julie Atherton, Especialista em Social Media que conversou com o Digital Marketing Institute, salientou que a relação de confiança que essas plataformas já têm com os seus usuários é um dos motivos que favorecem as vendas das marcas. Outro fator que tende a facilitar a compra é que o usuário não precisa deixar a plataforma com o qual está familiarizado.

2 – Conexão humana, muito além da satisfação do cliente

Com a pandemia, a demanda pela humanização das marcas e pelo estabelecimento de uma conexão real com o cliente se intensificou. O distanciamento trouxe à tona a necessidade das pessoas interagirem e conversarem e, as empresas que souberam se conectar de forma autêntica com o consumidor tiveram sucesso e foram menos impactadas.

A pesquisa, 2020 Trust Report da Edelman, constatou que mais de 50% dos entrevistados são leais às marcas que eles confiam, mesmo que o produto dessa empresa não seja o mais barato do mercado. Além da lealdade, o consumidor que confia em uma marca é mais engajado com ela e tende a ser seu “promotor”, compartilhando conteúdo, recomendando para amigos e defendendo-a se preciso.   

Outro estudo, dessa vez feito pela Harvard Business Review, apontou que clientes que estão emocionalmente conectados são duas vezes mais valiosos que aqueles que estão muito satisfeitos com uma marca.

Por isso, é que a conexão humana e verdadeira com os consumidores se tornará ainda mais importante nesse ano de retomada para muitos negócios.

Grandes marcas estão entrando de cabeça nessa questão, uma delas é a Mondelez International. Em novembro de 2020, a empresa anunciou a adoção de uma abordagem humanizada na sua estratégia de marketing, o foco é criar conexões com as pessoas, ouvi-las com empatia e se adaptar às suas necessidades a qualquer momento.

3 – Cookieless e ética nos dados

Investir na conexão humana e ter a confiança do cliente na sua marca é algo que vai contribuir para a aceitação da captação de informações com o consentimento do usuário, em um mundo no qual as leis de proteção de dados já estão em vigor.

Os cookies trazem informações úteis para a eficiência das campanhas de marketing e, com o rastreio de cookies ficando a cargo do consentimento do usuário, as abordagens tradicionais de medição vão precisar evoluir com o auxílio da tecnologia. Técnicas de modelagem de conversão, análise do comportamento contextual e modelagem preditiva são citadas por alguns especialistas para quantificar o sucesso das campanhas digitais, mas o fato é que: a confiança do consumidor na sua marca vai ser essencial daqui para frente.

Aqui na Zoly, estamos a par de todas as regras da LGPD e focando na transparência com os clientes, fizemos testes com modelos diferentes de modais informativos sobre a coleta dos dados. Após esses testes, conseguimos aumentar de 20% para 90% a aceitação dos cookies.

Esse nosso exemplo mostra que, apesar do novo normal ser um cenário com menos cookies à disposição, é possível reverter essa situação e inovar na estratégia para obter resultados.

Aqui você encontra mais informações sobre a LGPD e dicas para se adaptar a ela.   

4 – SEO + UX, a favor da experiência do usuário

No nosso mundo híbrido de tecnologia e lado humano, de on e off, o consumidor está cada dia mais exigente em relação a ter uma boa experiência na sua jornada, por isso, indicadores que medem a user experience têm ganhado muita relevância no Google.

Em maio deste ano, a novidade do Google é o Core Web Vitals, um grupo de parâmetros que monitora a experiência do usuário e vai influenciar muito o SEO.  Ente as principais métricas temos:

LCP (Largest Contentful Paint): avalia a velocidade de carregamento do elemento principal de uma página;

CLS (Cumulative Layout Shift): refere-se à estabilidade visual das páginas do site, analisando as mudanças de layout inesperadas;

FID (First Imput Delay): checa a interatividade, considerando o tempo que a página demora para responder a um comando dado pelo usuário.

Pra saber mais sobre essa novidade do Google e como UX e SEO podem trabalhar juntos a favor da sua marca, a dica é dar uma olhada nesse conteúdo.

5 – Evolução da Inteligência Artificial

A evolução da inteligência artificial é uma tendência ganha-ganha, tanto empresas como clientes terão benefícios com ascensão dessa tecnologia.

Do lado das marcas, a IA pode detectar padrões de comportamento do consumidor e fornecer dados que trazem insights sobre diversas situações, como por exemplo: colaborar na geração de leads e até ajudar a descobrir como um serviço ou produto é encontrado pelos usuários.

Além disso, a utilização dessa tecnologia é um fator que pode trazer vantagem competitiva nos negócios, não é à toa que o relatório do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) prevê que, até 2030, a IA pode contribuir em 14% para o crescimento do PIB mundial.

Do lado do cliente, o benefício principal é poder desfrutar de uma experiência cada vez mais otimizada e com interações mais precisas.

6 – Tecnologias imersivas ainda mais presentes

Falando em melhorar a experiência, as tecnologias imersivas como Realidade Aumentada e Virtual, por exemplo, vão se manter em alta neste ano.

Alguns dados que reforçam essa previsão: 

Segundo a Retail Custumer Experience, o engajamento com ações de realidade aumentada aumentou quase 20% em 2020, e as taxas de conversão tiveram alta de 90% comparando consumidores expostos a campanhas com tecnologia imersiva e consumidores que foram impactados por publicidade padrão.

A Retail Custumer Experience também apontou que varejistas estão tendo resultados promissores implantando a tecnologia em suas páginas de produtos. O setor de móveis é um bom exemplo e obteve um ganho de 21% na receita por visita de clientes nas páginas e um aumento de 13% no ticket médio dos pedidos a partir da visualização de páginas que entregam experiências 3D e de realidade aumentada.

Mais um dado que dá força a essa tendência: de acordo com a previsão do Gartner, até 2022, 70% das empresas colocarão em prática experiências com tecnologias imersivas para trazer mais facilidade para o cliente, inclusive na jornada de compra. Como exemplos aqui podemos citar lojas de cosméticos que usam a realidade aumentada nos seus apps ou algum canal específico para permitir que as clientes experimentem os produtos virtualmente.

7 – Agilidade e flexibilidade impulsionando o crescimento

Se tem uma coisa que 2020 mostrou é que ser ágil e flexível para mudar a estratégia na hora certa, sem perder o timing, faz toda a diferença para a evolução de uma empresa. É a soma dessas duas qualidades que vai trazer mais resultado para o seu negócio agora em 2021 e a longo prazo.  

Mas ser ágil não se refere apenas à tomada de decisão rápida e sim à maneira como você conduz as ações e os processos dentro da empresa.

Aqui na Zoly, trabalhamos em modelo de squads multidisciplinares que facilitam a tomada de decisão, favorecem a troca constante de informação e feedbacks, aproximam as áreas quebrando silos e proporcionam um acompanhamento transparente e detalhado de todo o projeto.

Se você quer entender mais sobre essa metodologia ágil, indicamos esse conteúdo.

Bônus

Social Commerce, conexão humana, cookieless, SEO com uma pitada de UX, inteligência artificial, tecnologias imersivas e agilidade. O que essas tendências que apontamos aqui têm em comum?

Todas elas estão relacionadas com a experiência do consumidor de alguma forma. Seja para proporcionar uma jornada mais fluída e não tirar o cliente do ambiente que ele gosta de estar com o social commerce, criar experiências interativas e diferenciadas com as tecnologias imersivas ou ser ágil e flexível para adaptar o seu negócio às necessidades do seu cliente.

Independente de quais dessas tendências do mercado digital você vai incluir na sua estratégia de 2021, para ter sucesso em qualquer uma delas, o foco principal precisa ser o seu cliente.

Quer saber como transformar experiência em resultado? Fale que com a gente e descubra como colocar essa ideia em prática.

(*) Bianca Borges é Analista de Comunicação Sênior da ZOLY. Jornalista, formada pela Universidade Anhembi Morumbi, também possui experiência nas áreas de assessoria de imprensa e gestão de mídias sociais. Gosta de escrever sobre diversos assuntos, mas, atualmente, seu foco é o Marketing Digital e Data Business.

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