Metodologia

O que é um teste de usabilidade

Por: Bianca Borges, março 21, 2016

Por Alessandra Nahra*

 

Uma das metodologias mais comuns, importantes e efetivas do arsenal da usabilidade, os testes com usuários trazem respostas claras e podem ser executados com rapidez e boa relação custo-benefício

O objetivo do teste de usabilidade é avaliar a facilidade de uso e eficiência de uma interface e ter insights para melhorias através da observação de pessoas navegando no ambiente digital. O teste consiste em entrevistas nas quais os usuários realizam tarefas em uma interface, dentro de cenários que façam sentido tanto para eles quanto para o tipo de negócio. Por exemplo: em um site de e-commerce, os participantes do teste podem realizar uma busca por produto, escolha e pagamento.

 

Por que fazer um teste de usabilidade

Os testes de usabilidade são úteis em diversas fases de um projeto e em diferentes tipos de projetos digitais. Listamos alguns dos motivos para a realização de testes:

  • Inspiração para novas funcionalidades e recursos – os testes podem ajudar a equipe do produto a identificar necessidades não atendidas e oportunidades de negócio;
  • Segurança para inovar – ideias inovadoras são sempre bem-vindas, mas é comum haver o receio de não serem compreendidas pelo público do site. O teste pode validar e refinar novas funcionalidades ou mudanças na interface antes da implementação;
  •  Teste de conceito – teve uma ideia de um novo aplicativo? Vale testar antes de investir no desenvolvimento. Mais rápido e barato do que desenvolver, um teste em protótipo pode tangibilizar e mostrar a viabilidade de um novo negócio – sendo muito útil, por exemplo, para start-ups que necessitam de algo concreto para mostrar para investidores. O teste não apenas informa sobre a facilidade de uso da interface, mas também pode averiguar se os usuários têm necessidade do novo produto e o que mais poderiam precisar que o app pode oferecer;
  •  Criar empatia entre a equipe de desenvolvimento e o usuário – ah, a cara dos programadores ao verem pela primeira vez um usuário real utilizando a interface que eles programaram… Imersos em código e heavy users digitais, muitas vezes a equipe de desenvolvimento não consegue se colocar no lugar dos usuários – até que os vejam utilizando a interface. Vale também para diretores de arte, POs, time de Marketing…
  • Ajustes finos em interfaces: o trabalho está quase concluído, lindo e perto do lançamento, mas sempre convém verificar se está tudo funcionando perfeitamente e se não há problemas na navegação. O teste de usabilidade antes do lançamento pode ser bastante arriscado se feito isoladamente, isto é, se nenhum estudo anterior tiver sido aplicado durante o desenvolvimento do projeto. Uma boa estratégia para lidar com os resultados de testes pré-lançamento é resolver somente os problemas mais críticos antes da interface ir ao ar e o restante implementar aos poucos – o famoso “back log” -, quando a pressão por prazo diminui.
  •  Melhorar taxas de conversão: apesar de estar tudo lindo, as taxas de conversão ainda não estão das melhores. Por quê? Os usuários estão abandonando o carrinho, tendo dificuldades para concluir o fluxo de pagamento, ou não estão conseguindo encontrar a informação de que precisam? Um teste de usabilidade pode ajudar a responder essas perguntas e a decidir quais ações devem ser tomadas para melhorar a conversão

Os achados do teste vão aparecendo a partir da primeira sessão. São computados e analisados, e chega-se a soluções para os problemas encontrados e sugestões de melhoria. Ao término de todas as sessões de teste, tem-se um panorama claro dos problemas e de como resolvê-los.

Como as interfaces digitais são evolutivas, recomendamos que sejam realizados testes contínuos – testes curtos de novas funcionalidades com periodicidade definida. Assunto para um próximo post.

 

(*) Alessandra Nahra é jornalista. 

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