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Web Summit Lisboa 2019: como a Garmin sobreviveu à disrupção do seu mercado

Se manter estável em um mercado disruptivo não é tarefa fácil. Veja como uma empresa de três décadas superou esse desafio.

Artigo

Criação de novos nichos e mudança de origem da receita foram algumas das medidas da Garmin para superar a disrupção

 

Por Carolina Leslie*

 

Se manter estável em um mercado disruptivo e com uma ampla concorrência como o de hoje é um desafio para muitas organizações. No maior evento de tecnologia e inovação da Europa, o Web Summit 2019, eu assisti  a palestra do Wai Lee, Chief Product Architect da Garmin, que contou como a companhia conseguiu ter sucesso nesse processo.

 

Entendendo o contexto

Há dez anos, a Garmim figurava, junto à Kodak e Blockbuster, em uma posição de destaque na lista de empresas fadadas a morrer. Sua indústria, pautada nos navegadores GPS para carros, estava prestes a ser abalada pela chegada dos mapas nos smartphones das pessoas.

 

A hora da mudança

Percebendo esse movimento, a organização investiu em inovação e criou novos nichos de mercado como: smartwatches para todo tipo de esporte, wearables para crianças e até na indútria de aviação.

Com essa estratégia, a empresa mudou drasticamente a origem de suas receitas. Hoje, a divisão de navegação para carros representa uma parcela mínima do faturamento.

Por conta de todas essas mudanças, a Garmin conquistou um novo perfil de clientes, no qual eu me incluo. Recentemente, passei a correr, e meu Garmin virou um grande companheiro de treinos.

 

Design Thinking e pensamento crítico

Na hora de contar como a transformação foi feita, Lee escorregou. Em uma tentativa de trazer polêmica, criticou métodos de Design Thinking e como as corporações têm adotado este modelo de trabalho, sem pensamento crítico.

Ele defendeu que há diversas formas de se inovar, algumas delas são: criar em conjunto com quem é apaixonado por um tema e estudar futuros desejáveis e buscar essa visão.

Sua crítica parte de uma definição de Design Thinking superficial, reduzindo essa forma de pensar ao clichê do uso de post its nas paredes. No fim, todos os exemplos dados por ele eram formas de se aplicar o pensamento em design.

Ele fechou sua apresentação, contando seu processo de ideação, seleção de ideias com pitchs internos, produção e entrega. Curiosamente, as técnicas que ele usou para transformar a organização estão muito alinhadas ao pensamento do Design Thinking que ele tanto questionou.

Metodologias entram e saem de moda. Mais relevante do que tentar atrair a audiência a partir de uma polêmica pouco fundamentada em torno do Design Thinking é discutir o que realmente importa: como resolver problemas reais e, além disso, se manter relevante em períodos de mudança.

 

(*) Carolina Leslie é cientista molecular de formação, user experience designer por vocação e empreendedora por acaso. Apaixonada por interseções entre áreas de conhecimento, como matemática, design, tecnologia, psicologia e negócios. Diretora de UX na Zoly.

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