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Teste de usabilidade remoto

Existem dois tipos de testes remotos: moderados e não moderados. Na hora de decidir por uma metodologia ou outra, vale pensar em alguns pontos.

Metodologia

Por Carolina Leslie* 

 

Testes de usabilidade podem vir em diversos “sabores”. Você pode fazer um teste rápido e com o colega da mesa ao lado ou um amplo estudo formal em laboratório. Você pode ter um laboratório móvel e entrevistar um participante na casa dele ou também conversar à distância com seu público. É sobre esta última forma que vamos falar hoje: os testes remotos.

Existem dois tipos de testes remotos: moderados e não moderados. O primeiro tipo se parece muito com um teste de usabilidade em laboratório, a única diferença é que o moderador e entrevistados não estão na mesma sala e usam algum programa de compartilhamento de tela para conversar. Já na modalidade não moderada, não há ninguém mediando a realização das tarefas, que são apresentadas ao participante por um programa.

 

Testes remotos moderados

Não ter a presença física do entrevistado traz vantagens e problemas para o estudo. Na hora de decidir por uma metodologia ou outra, vale pensar em alguns pontos:

 

Recrutamento:

  •  O recrutamento pode ser feito diretamente no site, interceptando usuários no momento em que têm um problema real para resolver. Essa proximidade com a necessidade real de uso colabora para a qualidade dos dados obtidos.
  • Mesmo com recrutamento tradicional é mais fácil convencer o entrevistado a participar, já que ele não precisa se deslocar. Temos menos faltas, diminuição de custos e ganho de tempo de projeto.
  • Os estudos podem incluir uma amostra mais ampla geograficamente – eliminamos tempo e custos de viagens para pesquisas em mais de uma cidade.

 

Comportamento do entrevistado:

  • O participante fica mais à vontade, pois está usando a interface no ambiente em que está acostumado a fazer isso. Por outro lado, está sujeito a interrupções de rotina – como ligações, colegas de trabalho ou filho chorando – que podem ser interessantes ou não para o estudo.
  • Nem todo entrevistado tem familiaridade com programas de compartilhamento de tela e, em alguns casos, o processo de configuração pode ser demorado e estressante, mesmo fornecendo instruções claras previamente.
  • O computador do usuário sempre é uma caixinha de surpresas – spyware e pop-up sendo exibidos a todo instante, alerta de atualização do anti-vírus…. Essas interrupções podem atrapalhar o teste, mas também fornecem insights muito interessantes sobre a situação real de uso do seu produto.

 

Envolvimento do cliente:

  • Os clientes também têm a chance de acompanhar o teste remotamente – o que dá flexibilidade, mas pode diminuir o envolvimento da equipe durante o projeto.

 

Testes remotos não moderados

Um teste de usabilidade não moderado funciona como uma pesquisa online: um programa específico apresenta as instruções na tela, e o participante deve navegar no site, indicar quando terminou uma tarefa e responder algumas questões.

As tarefas devem ser simples e focadas para que os resultados das diferentes sessões possam ser analisados em conjunto.

Essa metodologia ajuda a identificar problemas e validar dúvidas pontuais – como localização de itens e fluxos de navegação – mas oferece poucos insights sobre as origens dos problemas encontrados. Uma vantagem é conseguir falar com mais gente: assim, se um volume muito grande de pessoas tem a mesma dificuldade, pode-se investigar melhor o problema em outra pesquisa.

 

(*) Carolina Leslie é cientista molecular de formação, user experience designer por vocação e empreendedora por acaso. Apaixonada por interseções entre áreas de conhecimento, como matemática, design, tecnologia, psicologia e negócios. Diretora de UX na Zoly.

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