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Firebase: o novo Google Analytics dos aplicativos

Entenda o que é o Firebase Analytics e como ele vai mudar a análise de dados dos aplicativos móveis.

Artigo

Entenda o que é o Firebase Analytics e como ele vai mudar a análise de dados dos aplicativos móveis

 

Por Lauro Sollero*

 

Pretendo lançar uma série de artigos sobre o Firebase, discutindo as razões do Google para migrar para esse sistema e dando dicas de como usar, ler e integrar a plataforma com o Google Analytics. Este é o primeiro deles.

Recentemente, o Google tomou a decisão de que todos os aplicativos móveis devem migrar para o Firebase Analytics e já está descontinuando o Google Analytics para estes dispositivos.

Para quem não sabe, o Firebase é uma plataforma de serviços e APIs bastante completa, rápida e poderosa, que se integra com outros sistemas do Google. Por tudo isso, fica fácil entender os motivos do Google para a adição das ferramentas de Analytics dentro dessa nova plataforma.

 

E agora, o que muda?

O Firebase Analytics (FA), adota alguns conceitos diferentes do Google Analytics (GA) como: sessão, estrutura de eventos e dimensões customizadas.

As sessões de um site e de um aplicativo móvel são bastante diferentes, em especial, pelo tipo de uso dos celulares e tablets. É muito comum ter usos curtos, rápidos e menos imersivos, que continuam depois de um tempo fora do app. Aquela olhadinha no aplicativo de mensagem, é um exemplo disso. O Google já anunciou que deve introduzir o conceito de “sessão” com 30 minutos de duração, uma vez que o aplicativo vai para o background. Este tempo é o mesmo usado por padrão pelo GA na web.

No Firebase Analytics não temos as estruturas de eventos de Categoria, Ação e Rótulo do GA, e isso pode parecer confuso para quem já está acostumado com a plataforma antiga. No entanto, essas modificações nos dão muito mais liberdade para configurar eventos como quisermos.

O Firebase permite criar eventos e parâmetros customizados, com isso, passamos a ter mais tipos de eventos além do regular e do enhanced ecommerce (evento que mede as informações de e-commerce, como transações, valores, quantidades).

 

Desafios

Um dos desafios do novo sistema é o ambiente de relatório, seja na integração com o GA ou no console próprio do FA. Temos a impressão de que a interface ainda está em desenvolvimento e, de fato, está. A cada mês o Google anuncia alterações e melhorias nestas ferramentas.

Além disso, ainda não conseguimos fazer um drill down, isto é, não é possível selecionar todos os eventos que tiveram um valor de parâmetro específico, depois um outro valor para outro parâmetro. No GA isso é simples de fazer e ler todas as ações de eventos com a categoria abertura, por exemplo.

Para quem está acostumado com o as ferramentas do Google, o FA se aproxima mais de um Data Studio. Trata-se muito mais de um ferramenta que com a qual você consegue montar tabelas que servem como um dashboard para ser consultado, do que uma ferramenta para navegar entre os valores coletados. Esses desafios de melhorias se dão em função do sistema ser novo e estar em processo de evolução, mas, em breve, atualizações serão colocados em prática.

 

Mais algumas funcionalidades para você conhecer

No final de julho de 2019, o Google anunciou uma nova maneira de integrar os dados dos aplicativos móveis a partir da propriedade “Aplicativos e Web”. Isso facilita a identificação da jornada de um usuário único em diferentes canais que, agora, passam a ter os dados unificados.

Outra funcionalidade diz respeito à integração do FA com o GA. Agora temos acesso ao menu Análise, no qual podemos montar relatórios com os eventos do FA, inclusive, alinhar os parâmetros, estabelecendo uma hierarquia e ter algo parecido com um drill down de eventos.

Já é um grande passo para quem, ao migrar para o FA, só acessava os dados usando a integração com o Big Query que gerava mais trabalho e custo.

Por fim, para testar e validar os eventos, diferentemente do GA, no FA é possível filtrar um dispositivo específico e ver, em tempo real, os eventos coletados nele, que devem estar com o modo de debug ativado. Em outro momento eu falarei mais sobre este modo de debug do FA.

Como vimos, o sistema do Firebase Analytics ainda está em desenvolvimento pelo Google e podemos esperar muitas mudanças na plataforma.

Fique atento aos próximos conteúdos!

 

Quer saber mais ou preciosa de ajuda para uma consultoria de analytics e firebase? Procure o time de especialistas da ZOLY.

 

(*) Lauro Sollero é especialista em Digital Analytics na ZOLY. Com um longo histórico em desenvolvimento web, se tornou responsável pelas integrações do Firebase Analytics.

 

 

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