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3 dicas do Great Place to Work para acelerar a transformação digital da sua empresa

CEO da Great Place to Work (GPTW), Ruy Shiozawa, dá dicas para ter sucesso na transformação digital.

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Por Bianca Borges*

 

A transformação digital ainda é um desafio para muitas empresas. Durante a Digital Conference, evento que aconteceu em São Paulo e reuniu especialista do mercado digital, o CEO da Great Place to Work (GPTW), Ruy Shiozawa, deu dicas para promover esse processo de mudanças de maneira eficaz.

CEO da Great Place to Work (GPTW), Ruy Shiozawa explica como ter sucesso na transformação digital

 

1 – Seja o agente da transformação digital, tenha um propósito

Logo no início da sua palestra, o CEO da GPTW, mostrou que a grandeza de uma marca já não é mais garantia de sucesso, visto que, 50% das organizações listadas pela revista Fortune como as maiores empresas, desde os anos 2000 até hoje, já desapareceram.

As grandes marcas precisam tomar cuidado assim como as startups. De acordo com a Abstartups, FDC e Startup Farm, 85% dessas empresas fecham em menos de 4 anos.

Olha que cenário desafiador que a gente enfrenta. Por isso, que a transformação digital tem que estar sempre incorporada ao nosso DNA”, indicou Ruy.

De acordo com o CEO da GPTW, precisa haver um equilíbrio entre o mindset das grandes empresas e das startups.

As grandes organizações têm presença de mercado, são conhecidas, mas falta agilidade para elas. Do outro lado, estão as startups que tem inovação e agilidade, mas falta a presença no mercado e força de marca. O desafio não é quem vai sobreviver é como juntar esses dois mundos. Temos o Great Place to Work Partners, um programa pelo qual estamos conectando grandes marcas com pequenas startups, tudo isso, para apresentar soluções novas para o mercado”, afirmou.

Segundo Ruy, o ponto de partida de qualquer organização é o propósito que ela possui ao desenvolver um produto ou oferecer um serviço e, se as organizações não tiverem essa questão bem definida, nenhuma técnica ou tecnologia irá funcionar.

O IMD fala sobre o Digital Vortex que mostra que todas as áreas e mercados estão sofrendo os efeitos da transformação digital. E você pode escolher entre: sofrer os efeitos ou ser o agente desse processo”, salientou o CEO.

 

2 – Crie a base para a inovação, desenvolva um ambiente de confiança

Ter um bom ambiente de trabalho com confiança traz mais resultados positivos para a empresa. Isso pode parecer um pouco óbvio, mas, na prática, ainda é um tabu para várias organizações.

Os colaboradores que gostam do lugar que trabalham não enxergam a empresa como “emprego” e sim como uma parte da sua vida e se dedicam mais às suas atividades”, destaca Ruy.

Um ambiente que gere confiança e que seja acolhedor também colabora para a diminuição dos números de rotatividade de pessoas dentro das organizações.

Como o CEO da Great Place to Work mostrou que o índice de rotatividade médio nas empresas brasileiras é 25%, ou seja, a cada 4 pessoas que você contrata, 1 vai embora por vontade própria em menos de 1 ano. Entre as melhores empresas pra se trabalhar esse índice cai para 7%.

Ao mesmo tempo, nas empresas eleitas como melhores para se trabalhar, o índice de satisfação dos clientes também é melhor.

O desafio das empresas e marcas, de acordo com Ruy, é dar a mesma atenção e importância que dão aos problemas da organização, para as pessoas.

Não esqueça das pessoas. Elas vão produzir o resultado final na sua organização. Inovação é igual a pessoas”, indicou o CEO.

 

3 – Desenvolva lideranças que valorize pessoas, estimule práticas giftwork

Para o CEO da Great Place to Work, a liderança deve ser vista como: pessoas que inspiram. Esses indivíduos inspiradores não precisam ser os líderes de fato, mas há uma exigência: precisam ser alcançáveis como Ruy explicou:

A nossa questão de liderança está ligada a exercer influência e não tem a ver com o fato de ser chefe, ter um cargo ou status. Consideramos que qualquer pessoa dentro da organização e da sociedade pode exercer liderança, e isso que faz a diferença no resultado final”.

Para finalizar a palestra, o CEO falou sobre a prática do gifrwork. Segundo ele, as relações de trabalho não deveriam se resumir apenas em troca de horas de serviço por um salário no final do mês.

O que a gente acredita é que temos que fazer algo a mais, esse algo a mais é o giftwork”, afirmou Ruy.

O giftwork consiste em pequenos gestos que valorizem o colaborador da empresa. É uma ação que tem custo irrisório para a organização, mas para as pessoas significa muito.

Esse método do giftwork é válido tanto para os colaboradores como para os clientes.

Pense no seu cliente [interno e externo] como uma pessoa, antes de pensar no dinheiro que ele pode te trazer”, finalizou o CEO da Great Place to Work.

 

(*) Bianca Borges é Analista de Comunicação da ZOLY. Jornalista formada pela Universidade Anhembi Morumbi, também possui experiência nas áreas de assessoria de imprensa e gestão de mídias sociais. Gosta de escrever sobre diversos assuntos, mas, atualmente, seu foco é o Marketing Digital e Data Business. 

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